Como criar um monstro: o manual de instruções do Dr. Victor Frankenstein

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[Excerto] No dia 1 de Junho de 1816, Mary Shelley, o poeta Percy Bysshe Shelley, seu amante e futuro marido, William, o filho de ambos nascido em Janeiro desse ano e Claire Clairmont, instalaram-se na Casa Chapuis, junto ao Lago de Genebra. Dias depois, Lorde Byron, acompanhado pelo seu médico pessoal, John William Polidori, vão instalar-se na Villa Diodati, mesmo ao lado da casa dos Shelleys. Nos encontros que se seguiram, estes notáveis e controversos poetas, famosos pelas suas ideias, convicções e atitudes revolucionárias, anticonvencionais, ateias e imorais, discutiram as suas leituras – eram todos leitores compulsivos1 –, onde constavam, para além de histórias de fantasmas, outros temas como o progresso das ciências, o princípio da vida, a reanimação de cadáveres e o galvanismo. Na tempestuosa noite de 16 de Junho desse Verão de 1816, Lorde Byron desafiou cada um dos presentes (Mary Shelley, Percy B. Shelley e Polidori) a escreveram um conto de fantasmas. Mary Shelley, a princípio, não conseguiu escrever nada, mas nessa noite teve um pesadelo e sonha com um “horrendo fantasma”. No dia seguinte começa a escrita de um conto que se transformará em Frankenstein; ou, o Prometeu Moderno. O primeiro esboço é terminado em Abril de 1817 começando logo a sua revisão e a 1 de Maio o manuscrito está pronto. A 14 de Maio, Percy Bysshe Shelley propõe algumas alterações e escreve o Prefácio e começa a procurar um editor para a obra. Em Junho a obra é recusada pelo editor John Murray. Em Agosto, é outro editor, Charles Ollie, que também recusa mas a 21 de Agosto de 1817, os editores Lackington, Allen & Co. aceitam publicar a obra. [...]
Este trabalho é financiado pelo CIEd - Centro de Investigação em Educação, projetos UID/CED/1661/2013
e UID/CED/1661/2016, Instituto de Educação, Universidade do Minho, através de fundos nacionais da
FCT/MCTES-PT, pelo FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia – Lisboa – Portugal) e pelo POCH
(Programa Operacional Capital Humano): financiamento com-participado pelo Fundo Social Europeu e
por fundos nacionais do MEC (Ministério da Educação e da Ciência – Lisboa – Portugal) (2015-2016).
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Armando Rui Castro Mesquita Guimarães

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Ano de Publicação: 2018

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